A mesma mão caridosa que, ao virar a esquina, esbarra em pobre menino abandonado e desfere-lhe um tapa no rosto por ter-lhe sujado as roupas.
A mesma mão caridosa que, ao chegar em casa, empurra o filho, que vem ao seu encontro para abraçá-lo.
Mão caridosa que, no clube com amigos, tira do bolso moedas para pagar bebidas.
A mesma mão caridosa que, ao chegar no lar, nega moedas para a esposa comprar alimentos para seus filhos.
Oh mão caridosa! Quantas desgraças estão acumulando nos seus gestos.
