Quantas campanhas, quanta mobilização para aquecer os pobres e desamparados, os mendigos e os rejeitados.
Todos se enternecem, sentem-se "tocados" e "doam" agasalhos e comida aos mais necessitados.
Não que eu condene essas ações, mas é que não vejo a real caridade nelas.
Não são os mesmos os que discriminam um irmão que lhes pede emprego?
Não são os mesmos os que humilham um subordinado; que riem de um pobre coitado que lhes passa pela frente?
É isso que faz do inverno essa estação tão curiosa. Nos desperta sentimentos por assim dizer "momentâneos", que na verdade só enganam o nosso ego e nos vendam os olhos para a verdadeira fraternidade.
Por isso, alegro-me muito mais com quem respeita seu semelhante, ouve-o, compreende-o, diz-lhe algumas palavras, do que com aquele que faz campanhas, mas não compreende as dificuldades da alma humana.
